A família que precisamos construir quando estamos no exterior

Ter uma vivência fora do nosso país de origem, como tudo na vida, tem aspectos positivos e negativos.

E quando o assunto é sair do país, uma das maiores objeções das pessoas é o fator família.

Não vamos entrar no mérito do “não posso deixar minha família aqui” ou “meus pais precisam de mim” ou qualquer coisa dentro disso. A única coisa que vou falar sobre isso é: seus pais estão criando você para viver no mundo, e não para a viver a vida deles; qualquer outra forma de criação vindo dos pais, peço que você avalie e pense que eles não estarão aqui para sempre, enquanto você fará parte da sua vida para o resto dos seus dias. Se necessário, faça terapia, mas não se prenda a isso. Eu tenho certeza mais que absoluta que eles vão se adaptar a não ter você por perto.

Anyway, voltando ao assunto principal. Sentir falta da família é um dos aspectos negativos da vivência no exterior, mas, não precisa ser.

Amigos também podem ser uma família.

Raramente pensamos sobre isso mas, amigos são nada menos nada mais do que a família que nós escolhemos, seja aqui no Brasil ou fora.

E, quando estamos no exterior, esse pessoal é quem segura muitos dos nossos baques, momentos de tristeza, solidão, carência e de coisas ruins acontecendo.

Mesmo com a internet e sua incrível capacidade de nos conectar com qualquer pessoa do mundo a qualquer minuto, não tem nada como ter uma ajuda, um abraço e um afago de pessoas que você ama e que se importam com você.

Você só precisa abrir o espaço pra que isso aconteça.

Durante o período que morei fora do país, tive a sorte de conhecer pessoas incríveis, que me ajudaram em diversos momentos.

Como a Maucha, que sempre me deu conselhos e me animava muito, e que me apresentou muitas pessoas incríveis e que fazem parte da minha vida até hoje. A Gabriela, que me ajudou muito na época que tive um término difícil. Minha amiga querida Ewa (pronuncia-se Eva), que me ajudou a mudar de casa umas cinco vezes; e quando eu digo mudar de casa, ela literalmente alugou e dirigiu uma caminhonete de mudança e me ajudou a carregar os móveis. Quando fiquei muito doente, desempregada, deprimida…Cada um tinha um papel crucial em minha vida, e de formas diferentes.

Essas pessoas farão parte da minha vida e da minha história para sempre, e foi incrível dividir esse pedaço da minha existência com elas. Algumas continuam firme e forte, mesmo de longe, outras a gente acaba se afastando com o tempo – por questão da distância mesmo ou até porque crescemos e agora somos pessoas diferentes.

Então sim, você vai sentir saudade da sua família direta. Porém, existe uma nova família, lá fora, esperando por você. E, te digo, por experiência, que é lindo demais ter esse elo tão forte com pessoas que não são conectadas com você pelo sangue.

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